Sendo apenas palavras, um poema rapidamente deixa de o ser. O Ser na poesia, como na vida, ultrapassa – infinitamente – a parte. Parecem apenas palavras quando, na realidade, se trata de uma dança onde sujeitos e símbolos apontam um sentido múltiplo, caleidoscópico e infinito. As palavras vão-se fixando na brancura do papel e pedem, por si, colaboração cíclica ao leitor. O poema nasce e logo desaparece… ressuscitará, um dia, quando o leitor colaborar na eterna aliança de uma estética que lhe voltará a conferir um sentido.
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Ivo Aguiar
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Sobre o Autor
Ivo Aguiar
Leitor omnívoro. Escritor independente. Filosofia, Poesia e Arte em Geral.